Comunidade de Lagoa Azeda rebate acusações após morte de Leôncio: "Não aceitaremos ataques infundados"
Moradores relatam ameaças nas redes sociais enquanto caso segue sob investigação; Assembleia Legislativa convoca audiência pública para esta quinta
Por Redação
A morte do elefante-marinho Leôncio transformou Lagoa Azeda em alvo de uma onda de ataques virtuais. Em nota publicada na noite desta quarta-feira (8), moradores da comunidade, situada entre Jequiá da Praia e a Praia do Gunga, no Litoral Sul de Alagoas, denunciam acusações generalizadas e ameaças que circulam nas redes sociais desde que o caso ganhou repercussão.
A comunidade nega qualquer envolvimento na morte do animal e afirma nunca ter registrado histórico de violência contra a fauna marinha, incluindo golfinhos e tartarugas. Os moradores também destacam que acionaram o Instituto Biota assim que Leôncio chegou à região e que orientações foram repassadas à população durante todo o período em que o animal permaneceu no local.
Formada majoritariamente por pescadores e marisqueiras, a comunidade atribui os ataques à desinformação e, em alguns casos, à má-fé. Ainda assim, os moradores afirmam estar dispostos a colaborar com as autoridades na identificação dos responsáveis pelo crime.
A repercussão do caso levou a Assembleia Legislativa de Alagoas a convocar uma audiência pública para esta quinta-feira (9), por iniciativa do deputado Delegado Leonam. O encontro deve reunir representantes de órgãos ambientais, especialistas e membros da sociedade civil para discutir protocolos de monitoramento, capacidade de resposta a ocorrências com espécies silvestres e o fortalecimento de políticas de proteção à fauna costeira.
A investigação sobre a morte de Leôncio segue em andamento. A necropsia apontou pancadas no crânio e dilacerações no corpo do animal, indicando morte por violência.