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Moradores de Palmeira dos Índios denunciam água escura, mau cheiro e rodízio de até 15 dias

População do Agreste alagoano critica serviços da concessionária Águas do Sertão; empresa atribui cor alterada a vazamento em tubulação antiga

Por Francês News

Moradores do município de Palmeira dos Índios, no Agreste de Alagoas, vêm acumulando queixas relativas ao fornecimento e à qualidade da água potável distribuída na cidade. As denúncias apontam para períodos prolongados de desabastecimento causados pelo sistema de rodízio, que chegam a durar cerca de duas semanas em determinadas localidades, e episódios de água turva e com cheiro forte saindo das torneiras.

Relatos de residentes expõem os impactos do problema na rotina doméstica. O motorista Carlos Batista, morador do bairro São Francisco, descreveu o susto ao ver a condição do recurso após o retorno do abastecimento.

"Semana passada a gente lá em casa tomou um susto quando a torneira começou a jorrar a água, depois da falta provocada pelo rodízio. Parecia água de mangue e com um mau cheiro terrível", relatou.

A extensão do intervalo sem água encarece o custo de vida nas comunidades. No Sítio Bem-te-vi, situado no bairro Graciliano Ramos, a doméstica Genilda Silva afirmou estar há quase 15 dias sem abastecimento regular.

"Gente, pelo amor de Deus, estamos há quase 15 dias sem água, isso é uma falta de respeito muito grande. Essa semana tive que 'tirar das goelas' e comprar água. Como isso é possível? Mas a conta chega todo mês", lamentou a moradora.

Posição da concessionária

A concessionária Conasa Águas do Sertão esclareceu a programação de distribuição e a causa da alteração na qualidade do recurso enviado às residências.

A empresa informou que opera em conformidade com o cronograma estabelecido junto à Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal), detalhando que o bairro Graciliano Ramos recebeu abastecimento aos finais de semana e que o Sítio Bem-te-vi teve o fornecimento liberado nos dias 16 e 17, com previsão de nova liberação para os dias 30 e 31.

A respeito do aspecto escuro da água, a concessionária afirmou que a situação já foi normalizada. Segundo a Conasa, o problema ocorreu devido a um vazamento registrado em uma tubulação antiga de ferro, ocasião em que a turbulência da pressão agitou o acúmulo de partículas e sujeira no interior da rede.