Família denuncia falta de assistência e atraso em procedimento em hospital do Estado de Alagoas
Parentes afirmam que paciente de 73 anos aguarda procedimento desde a transferência para a unidade e relatam informações divergentes sobre o estado de saúde e o tratamento
Francês News
A família de uma paciente de 73 anos denunciou falta de assistência e demora na realização de um procedimento no Hospital Metropolitano de Alagoas, em Maceió. Segundo os familiares em entrevista ao Portal Alagoas NT TV, a idosa foi transferida para a unidade na última sexta-feira (31) após passar pela Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de São Miguel dos Campos e pela Santa Casa, mas, desde então, eles afirmam que recebem informações desencontradas sobre o quadro clínico e o tratamento.
De acordo com o relato, a paciente havia sido submetida anteriormente a um procedimento cirúrgico no próprio Hospital Metropolitano. Após receber alta, voltou a apresentar complicações, foi novamente atendida na UPA de São Miguel dos Campos e, diante da gravidade do quadro, precisou ser transferida para Maceió em uma aeronave do serviço aeromédico do Estado.
Os familiares afirmam que, desde a chegada ao hospital, ouviram versões diferentes sobre a causa da infecção. Segundo eles, inicialmente foi informado que a paciente apresentava melhora e que um equipamento seria substituído. Depois, uma médica teria atribuído o problema a um deslocamento do cateter. Posteriormente, ainda conforme o relato da família, teria sido informado que o procedimento não poderia ser realizado por falta de material na unidade.
Além da demora no tratamento, os parentes também reclamam da dificuldade para obter informações sobre a evolução clínica da paciente. Eles afirmam que as informações são repassadas apenas durante o horário de visitas e dizem que enfrentaram dificuldades para conseguir uma declaração médica necessária para justificar a permanência de familiares que vieram de outro estado acompanhar a internação.
Os familiares relatam ainda que a paciente permanece em estado grave e que, conforme informações recebidas da equipe médica, apresentou comprometimento de outros órgãos, incluindo os rins, sendo submetida a sessões de hemodiálise.
Durante o relato, a família cobrou um posicionamento da direção do Hospital Metropolitano, da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e do Governo de Alagoas sobre a condução do caso. Os parentes também pedem esclarecimentos sobre o procedimento cirúrgico realizado anteriormente e sobre a demora para a adoção das medidas que consideram necessárias.
Até o momento, o Hospital Metropolitano e a Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas não haviam se manifestado sobre as denúncias feitas pela família. O espaço permanece aberto para que os órgãos apresentem sua versão dos fatos e esclareçam os questionamentos levantados.