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Casos de violência doméstica contra mulheres crescem em Alagoas e chegam a 2.777 registros em 2025

Francês News

Alagoas registrou 2.777 casos de lesão corporal dolosa em contexto de violência doméstica contra mulheres em 2025, um aumento de 2,8% em relação aos 2.700 registros contabilizados em 2024. Os dados fazem parte do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, e mostram que a violência dentro do ambiente doméstico continua afetando milhares de mulheres no estado.

Além do crescimento no número absoluto de ocorrências, a taxa também apresentou alta. O estado passou de 161,9 para 166,5 casos por 100 mil mulheres, reforçando que o problema permanece em patamar elevado e exige ações permanentes de prevenção, acolhimento às vítimas e responsabilização dos agressores.

No cenário nacional, o Brasil contabilizou 286.270 vítimas de lesão corporal dolosa em contexto de violência doméstica em 2025, frente a 277.916 no ano anterior. O aumento foi de 2,6%, percentual ligeiramente inferior ao registrado em Alagoas.

De acordo com o Anuário, a lesão corporal em contexto de violência doméstica está prevista no artigo 129, parágrafo 9º, do Código Penal, com redação dada pela Lei Maria da Penha. A legislação trata das agressões praticadas contra mulheres no âmbito das relações familiares, domésticas, de convivência ou de coabitação.

Os dados revelam que a violência doméstica permanece como uma das principais formas de violência contra a mulher no estado. Embora o crescimento percentual tenha sido moderado, o volume de ocorrências demonstra que, em média, mais de sete mulheres foram vítimas desse tipo de crime por dia em Alagoas ao longo de 2025.

O levantamento também mostra que o aumento das agressões físicas ocorre em um contexto de outros indicadores preocupantes relacionados à violência de gênero. O mesmo Anuário aponta crescimento em diferentes modalidades de crimes contra mulheres, como ameaças e descumprimento de medidas protetivas, evidenciando que a violência costuma ocorrer de forma contínua e pode evoluir para situações ainda mais graves quando não há intervenção.

Especialistas em segurança pública e enfrentamento à violência doméstica destacam que o fortalecimento das redes de proteção, a ampliação do acesso às denúncias, o cumprimento das medidas protetivas e a atuação integrada entre forças de segurança, Poder Judiciário e serviços de assistência social são fundamentais para reduzir a reincidência dos casos e proteger as vítimas.