Geral
Alagoas

Marlan Ferreira acumula denúncias, investigação e condenação por irregularidades em Limoeiro de Anadia

Francês News

O prefeito de Limoeiro de Anadia, James Marlan Ferreira Barbosa, acumula, ao longo de diferentes períodos de sua trajetória política, denúncias e investigações relacionadas à administração pública do município. Os episódios envolvem desde acusações de nepotismo e supostos desvios de recursos da merenda escolar até investigações policiais e denúncias mais recentes encaminhadas às autoridades.

Os registros reunidos em documentos e reportagens citados no material abrangem ocorrências desde 2011. Naquele ano, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) apresentou cinco representações ao Ministério Público Estadual de Alagoas contra Marlan, então prefeito, incluindo denúncias relacionadas à nomeação de familiares para cargos no governo municipal e a um suposto esquema envolvendo recursos destinados à alimentação escolar.

Entre os familiares nomeados estavam a esposa, Heloísa Ferro, a mãe, Marinita Ferreira, e a irmã, Aline Ferreira, que ocuparam, respectivamente, as secretarias de Ação Social, Educação e Saúde. As acusações foram apresentadas à época pelo MCCE, que apontava possível prática de nepotismo.

Operação investigou merenda escolar

Heloísa Ferro também foi presa durante a Operação Mascoth, da Polícia Federal, investigação que apurou suspeitas de desvios de recursos destinados à merenda escolar em municípios do interior de Alagoas. Segundo o material, Marlan não foi indiciado pela PF naquele momento, embora o MCCE tenha solicitado posteriormente que ele também fosse investigado.

Anos depois, a situação relacionada à merenda escolar teve novo desdobramento. Em 2023, o Tribunal de Contas da União (TCU) rejeitou recurso apresentado por Marlan Ferreira contra condenação relacionada à aplicação de recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) durante sua gestão nos anos de 2009 e 2010.

De acordo com o material, a Controladoria-Geral da União identificou, após cruzamento de notas fiscais e documentos das escolas, que parte dos alimentos adquiridos não teria sido entregue à Prefeitura de Limoeiro de Anadia.

Os valores apontados como dano aos cofres públicos foram de R$ 143.023,75 em 2009 e R$ 73.777,23 em 2010. Além do ressarcimento, foi aplicada multa de R$ 21 mil ao gestor, conforme a decisão mencionada no documento.

Investigação por suspeita de homicídio

Em 2015, Marlan também foi alvo de uma operação da Polícia Civil. Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em imóveis ligados ao então prefeito.

Segundo as informações reunidas no material, a investigação apurava uma possível participação de Marlan em um homicídio ocorrido em 2009, no município de Anadia. O inquérito tramitava sob segredo de Justiça e, conforme o delegado responsável informou à época, nada de suspeito teria sido encontrado durante as buscas.

Novas denúncias em 2024

Em 2024, novas acusações contra a administração municipal foram encaminhadas à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal. Segundo reportagem citada no material, as denúncias apontavam supostos esquemas envolvendo a venda de um caminhão-pipa, funcionários fantasmas e aumentos salariais supostamente concedidos de maneira irregular.

Áudios relacionados à negociação do caminhão teriam sido entregues à Polícia Federal. O ex-prefeito e então pré-candidato a vice-prefeito Marcelo Rodrigues também apresentou questionamentos sobre a negociação e levantou a possibilidade de que o comprador do veículo tivesse atuado como intermediário no negócio. As acusações, contudo, foram apresentadas como denúncias e não significam, por si só, comprovação das irregularidades.

No mesmo período, funcionários contratados para atuar na área da saúde municipal relataram atrasos no pagamento dos salários. O material também menciona uma investigação do Ministério Público envolvendo uma suposta cooperativa utilizada para contratação de prestadores de serviço por prefeituras.

Viatura da PF na Prefeitura

Ainda em 2024, a presença de uma viatura da Polícia Federal na sede da Prefeitura de Limoeiro de Anadia provocou questionamentos nas redes sociais.

Imagens de um suposto ofício circularam indicando que a presença dos agentes estaria relacionada à fiscalização de empresas de segurança privada. Entretanto, o documento divulgado não apresentava número, nome do prefeito ou outras informações que permitissem confirmar integralmente a finalidade da visita.

Procurada pela reportagem, a Polícia Federal respondeu que, até aquele momento, não havia informações a serem divulgadas.