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Caos na saúde em União dos Palmares: Hospital Regional da Mata enfrenta superlotação e espera de 90 dias por cirurgia

Denúncias expõem desespero de famílias, falta de atendimento e filas intermináveis na unidade; gestão municipal sob comando de Júnior Menezes, aliado de Renan Filho, vira alvo de críticas

Por Francês News

Uma onda de denúncias sobre o colapso no atendimento do Hospital Regional da Mata (HRM), localizado em União dos Palmares, acendeu o sinal de alerta e gerou forte revolta na população da Zona da Mata alagoana. Relatos de acompanhantes e familiares de pacientes revelam um cenário preocupante, marcado por superlotação, demora excessiva na triagem e pessoas aguardando por até 90 dias para a realização de procedimentos cirúrgicos essenciais.

O caso ganhou repercussão após publicações nas redes sociais exibirem o apelo dramático de familiares. Em uma das postagens, o acompanhante da paciente Quitéria da Silva Araújo faz um pedido de socorro urgente diante da gravidade e do risco à vida de sua irmã: "Já falei tanto e nada, essa é a situação do Hospital Regional da Mata. A vida dela está em risco. Me ajudem alguém que puder".

A deterioração da prestação de serviços de saúde na cidade atinge em cheio a administração do prefeito Júnior Menezes (MDB). Aliado político de primeira hora do ex-governador e pré-candidato ao Governo de Alagoas, Renan Filho, Menezes passa a enfrentar forte desgaste público e cobranças por respostas e providências imediatas para garantir dignidade e humanização no socorro à população.

Pedidos de socorro e falta de respostas operacionais

As imagens e depoimentos gravados dentro da unidade hospitalar mostram corredores e alas com leitos ocupados em seu limite máximo, além de usuários sem previsão de atendimento adequado ou encaminhamento cirúrgico. A demora de meses por procedimentos eletivos e de urgência agrava o quadro de saúde dos enfermos e expõe a falha no fluxo de regulação.

Diante do clamor popular e das evidências de negligência no atendimento prestado no HRM, cobranças foram direcionadas à Secretaria de Saúde e à direção do hospital para esclarecer quais medidas serão adotadas para reduzir as filas e normalizar a assistência médica na região. Até o momento, nem a gestão do prefeito Júnior Menezes nem os responsáveis pela unidade hospitalar emitiram posicionamento oficial sobre as denúncias.