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CAOS NA SAÚDE

Denúncia aponta condições precárias na sede e Central do SAMU de Maceió

Estrutura apresenta infiltrações, mofo, presença de ratos, equipamentos danificados e ambulâncias paradas

Francês News

A sede administrativa e a Central do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Maceió, localizada na Rua Oldemburgo da Silva Paranhos, nº 800, no bairro do Farol, está funcionando em condições precárias, segundo denúncia encaminhada ao portal Francês News. O local apresenta problemas estruturais, falta de manutenção e condições consideradas inadequadas para o funcionamento de um serviço essencial de saúde e atendimento de urgência.



Registros em fotos e vídeos disponibilizados à nossa equipe de jornalismo mostram paredes com infiltrações, mofo, pintura deteriorada, azulejos danificados ou caídos, além de entulhos espalhados pela área. Também são relatados problemas no refeitório, incluindo uma porta antiga e danificada, e aparelhos de ar-condicionado quebrados, deixando ambientes sem climatização adequada.



As condições do espaço destinado ao repouso das equipes também chamam atenção. Conforme a denúncia, homens e mulheres utilizam o mesmo quarto, sem distinção entre os espaços de descanso. As imagens mostram camas antigas, colchões velhos e mobiliário desgastado, com sinais de deterioração.

Outro problema apontado é a presença frequente de ratos nas dependências da unidade, situação que aumenta a preocupação com as condições de higiene e salubridade do ambiente onde trabalham profissionais responsáveis pelo atendimento de urgência à população.



Ambulâncias paradas


A denúncia também aponta a existência de várias ambulâncias do SAMU quebradas e paradas no estacionamento da unidade. A situação preocupa porque a disponibilidade da frota é fundamental para garantir a capacidade de resposta do serviço diante de acidentes, emergências clínicas e outras ocorrências.

Além dos problemas estruturais, a denúncia questiona ainda o uso das ambulâncias para transferências de pacientes entre unidades hospitalares. A avaliação apresentada é de que o serviço deveria priorizar o atendimento de urgência e emergência, enquanto os deslocamentos entre hospitais deveriam contar com estrutura própria das unidades de saúde.



Área considerada de risco


A localização da sede do SAMU também é motivo de preocupação. O prédio fica no entorno de uma área atingida pelo desastre ambiental relacionado à atividade da mineradora Braskem. Nas proximidades estão o Hospital Escola Portugal Ramalho e a Farmex, unidades pertencentes ao Governo de Alagoas.

A região, segundo relatos, apresenta ruas desertas e com pouca iluminação, especialmente em horários noturnos, o que também levanta questionamentos sobre as condições de segurança dos profissionais que trabalham no local.

Diante do conjunto de problemas relatados, a situação da sede do SAMU de Maceió levanta questionamentos sobre as condições oferecidas aos profissionais e sobre a capacidade estrutural disponível para garantir um atendimento de urgência adequado à população.

O espaço também fica aberto para que o governo de Alagoas e os demais órgãos responsáveis pelo SAMU se manifestem sobre as condições da unidade, a situação das ambulâncias e as medidas previstas para solucionar os problemas apontados.