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"É justo apresentadores de programas evangélicos terem o seu direito cerceados?" pastores respondem declaração de Calheiros

Ato de censura imposta pelo MDB de Renan Calheiros e Renan Filho determinou a suspensão da programação normal de nove emissoras de rádio

Por Redação com Francês News

A censura da programação regular de nove rádios de Alagoas imposta pela coligação de Renan Filho e Renan Calheiros (MDB) chegou ao terceiro dia nesta terça-feira (29). Depois do candidato emedebista ao governo afirmar que havia fechado o “gabinete do ódio”, pastores que apresentam programas na Farol FM divulgaram vídeos para contestar a fala e relatar o impacto da medida sobre as transmissões religiosas.

Apresentador do programa Porta do Céu, o pastor Gion Lucas disse que soube que não poderia transmitir a atração na Farol Melodia. Ele questionou por que um programa religioso foi atingido por uma decisão tomada no âmbito de uma disputa eleitoral.

“Até onde vai uma liminar da Justiça, se o nosso programa é de cunho espiritual, religioso, e não político? O que é que isso tem a ver com a eleição?”, perguntou.

Gion afirmou acreditar na Justiça, mas disse que ele e outros pastores foram impedidos de exercer suas atividades no rádio. “Hoje nós fomos cerceados do nosso direito de ministrar, de pregar”, declarou.

O pastor Josiel Santana, apresentador do Mensagem Esperança na Farol FM 90,1, também criticou a interrupção dos programas. Em vídeo, ele disse ter visto uma manifestação de Renan nas redes sociais e rejeitou a associação entre os comunicadores e a expressão “gabinete do ódio”.

"Já dei a minha opinião sobre os programas e apresentadores que tiveram seu direito de comunicação cerceados, a pedido do senador Renan e sua coligação. Mas agora passando nas redes sociais do senador Renan, eu vi ele comemorando, porque as rádios evangélicas e programas não estão mais transmitindo. E ele chama os apresentadores de gabinete do ódio. Eu chamo a atenção de vocês que estão assistindo esse vídeo agora. É justo apresentadores de programas evangélicos terem o seu direito cerceados?", disse.

O pastor Josiel, como muitos, está indignado com a comemoração da suspensão das rádios.

A liminar foi assinada na sexta-feira (25) pelo corregedor regional eleitoral, desembargador Klever Rêgo Loureiro, a pedido da coligação “Pra Alagoas Fazer História de Novo”. A decisão determinou a suspensão da programação normal de nove emissoras de rádio e de dez perfis em redes sociais até o encerramento da votação do primeiro turno, em 4 de outubro. No lugar da programação habitual, as rádios devem transmitir, a cada 15 minutos, uma mensagem de orientação ao eleitor fornecida pela Justiça Eleitoral. A ordem também proíbe o uso de canais substitutos para divulgar o conteúdo suspenso.

Entre as emissoras atingidas estão diferentes frequências da Farol FM, além de rádios da Rede Francês. Nas redes sociais, a medida alcança os perfis @francesnewsbr e @redefrancesfm, ligados ao Francês News, e páginas de outros veículos de comunicação de Alagoas.