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Bruna Marquezine relembra namoro com Neymar e trauma com o RH da Globo

Em evento sobre autoestima, atriz de 30 anos expôs a vulnerabilidade que viveu aos 18 em meio à exposição forçada e cobranças profissionais

Por Redação com agências

A atriz Bruna Marquezine abriu o coração e revisitou um dos períodos mais delicados de sua trajetória pessoal e profissional. Durante o evento Power Talks, realizado na noite da última segunda-feira (22) em São Paulo, ela descreveu o turbilhão emocional que enfrentou aos 18 anos, quando se viu no centro de uma intensa exposição midiática pelo namoro com o jogador Neymar Jr. em paralelo à responsabilidade de protagonizar a novela I Love Paraisópolis (2015).

Bruna relembrou que o folhetim das sete passava por dificuldades de audiência e que ela assumiu o posto de protagonista com a obra já em exibição, em uma tentativa da emissora de reconquistar o público. A cobrança profissional somada à invasão de sua privacidade gerou uma sobrecarga difícil de administrar na época.

“Eu estava sentindo o peso disso em paralelo à minha vida pessoal, que estava muito exposta, não por escolha. Estava lidando com o peso de uma vida pessoal muito exposta, um relacionamento muito difícil e a responsabilidade do ‘contamos com você’”, desabafou a atriz.

O esgotamento refletiu diretamente em sua rotina de trabalho, fazendo com que chorasse com frequência nos camarins. O comportamento gerou uma queixa formal ao departamento de Recursos Humanos sob a alegação de que as lágrimas "atrapalhavam a maquiagem".

Chamada para uma reunião de advertência, Bruna revelou ter ouvido duras palavras de um superior, que exigiu que ela deixasse os problemas pessoais do lado de fora e se espelhasse em outra colega de elenco.

“Ouvi a seguinte frase: ‘Aqui você precisa passar o crachá e começar a interpretar’. Aquilo me feriu profundamente. Eu estava tão vulnerável”, recordou Bruna, pontuando que o episódio foi o gatilho para o desenvolvimento de sua síndrome da impostora. Hoje, aos 30 anos e após um longo processo de terapia, ela afirma conseguir olhar para aquela fase com afeto e acolhimento, garantindo que não aceitaria passar por uma situação semelhante nos dias de hoje.