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JHC recebe mães atípicas do Agreste para conhecer casa do Autista e Gigantinhos em Maceió

Assessoria PSDB/AL

Um dia de acolhimento, troca de experiências e esperança marcou a visita de mães atípicas e crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), vindas de municípios do Agreste alagoano, a Maceió nesta quarta-feira. Recebido pelo pré-candidato ao governo JHC, o grupo conheceu os equipamentos que se tornaram referências na capital: a Casa do Autista e o Gigantinhos Bilingue do Salvador Lira.

A programação começa pela Casa do Autista, considerada a maior estrutura pública especializada no atendimento a pessoas com TEA em Alagoas. Inaugurada na gestão de JHC à frente da Prefeitura de Maceió, a unidade ocupa uma área de 4 mil metros quadrados e recebeu investimento de R$ 8,7 milhões.

O encontro também foi um momento de diálogo e escuta. JHC conversou com as mães atípicas sobre a realidade enfrentada por quem convive diariamente com o autismo, ouvindo relatos, desafios e sugestões para ampliar as políticas públicas voltadas à inclusão e ao acolhimento das famílias. “Aqui nós cuidamos das crianças, cuidamos dos pais, oferecemos todas as terapias, todos os estímulos e proteção para que essas crianças e pessoas com o espectro autista possam ter um local, uma casa como essa, multidisciplinar, para que possam ser cuidadas e bem tratadas”, explicou. Esse foi um projeto pioneiro entre as capitais do Nordeste e a gente pode levar para toda Alagoas para mudar o olhar e a forma como nós tratamos essas crianças atípicas, seja na educação, seja na saúde, seja na inclusão”, ressaltou o pré-candidato.

A visita acontece em um momento em que Maceió registra avanços importantes na política de inclusão. Atualmente, a rede municipal de ensino possui 5.489 estudantes da Educação Especial, sendo 3.381 com diagnóstico de TEA. Em comparação com 2021, houve ampliação significativa da estrutura de atendimento: as salas de recursos multifuncionais passaram de 88 para 121; o número de Profissionais de Apoio Escolar saltou de 500 para 1.730; o transporte acessível passou de 72 para 289 estudantes; e a formação continuada de profissionais cresceu de 508 para 2.399 participantes. A rede também ampliou o número de intérpretes de Libras, passando de oito para 25.

A Casa do Autista reúne cerca de 80 profissionais de diversas especialidades e tem capacidade para atender, gratuitamente pelo SUS, uma média de 450 pacientes por mês, realizando aproximadamente 6 mil atendimentos mensais. Além das terapias voltadas às crianças e adolescentes, a unidade oferece acolhimento às famílias, especialmente às mães atípicas, que também recebem acompanhamento durante o tratamento dos filhos.

A professora Rosangela Maria, que tem um filho de quase 9 anos de idade portador da Síndrome de Down e foi diagnosticado com autismo. Ela veio com a caravana trazida de Coité do Noia, no ônibus popularmente conhecido como “Busão da Mudança” veio de Coité do Noia. Ela explicou que o seu filho recebeu alta do acompanhamento e atualmente não tem condições de arcar com as despesas de um tratamento particular. “Infelizmente ele recebeu alta da Pestalozzi, fiquei um tempo com ele no particular mas ai eu não aguentei, né? E agora ele tá sem nenhuma terapia. Conhecendo esse espaço aqui, eu achei brilhante, eu espero que essa idéia seja estendida para todo o estado, porque realmente é um projeto grandioso e realmente o estado de Alagoas estava precisando”, completou.

A Casa do Autista em Maceió conta com equipes multiprofissionais formadas por neuropediatras, psiquiatras, psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicopedagogos, musicoterapeutas, fisioterapeutas, enfermeiros, nutricionistas, assistentes sociais, pedagogos e profissionais de educação física.

O local possui salas sensoriais, piscina para aquaterapia, praça, parque e a “Maceiozinha”, uma minicidade criada para estimular a autonomia das crianças por meio de atividades do cotidiano.

Gigantinhos - Após conhecer a Casa do Autista, as famílias visitaram um dos Gigantinhos, no Conjunto Salvador Lira, na parte alta da cidade. O modelo de Centro Municipal de Educação Infantil implantado por JHC é reconhecido pela estrutura moderna e pelo atendimento em tempo integral. Até 2021, Maceió oferecia cerca de 10 mil vagas na educação infantil.

Os Gigantinhos Bilíngues são creches públicas e escolas de educação infantil em tempo integral criadas pela Prefeitura de Maceió. O programa oferece ensino gratuito com letramento em inglês para crianças de 0 a 5 anos, além de infraestrutura moderna e alimentação completa. Atualmente esse número já ultrapassa 22 mil vagas, com 20 Gigantinhos entregues e outros cinco previstos. Todas as unidades contam com climatização, seis refeições diárias, funcionamento em tempo integral e câmeras de segurança em 100% das escolas.

Mais do que uma visita, o encontro representou uma oportunidade de mostrar que políticas públicas voltadas à inclusão podem transformar a vida das pessoas. Ao reunir mães atípicas do interior para conhecer iniciativas implantadas na capital, JHC reforça a importância de ampliar o acesso a serviços especializados, fortalecer a rede de acolhimento e garantir mais qualidade de vida às crianças com TEA e suas famílias em todo o estado.