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JHC coloca Renan Filho contra a parede ao cobrar posição sobre secretário investigado pela PF

Candidato tucano cobrou posição sobre investigação da Polícia Federal; secretário foi indicado ao cargo por Marcelo Victor

Por Redação com Francês News

O candidato ao Governo de Alagoas Renan Filho (MDB) afirmou que não manterá Gustavo Pontes de Miranda no comando da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) caso seja eleito. A declaração ocorreu durante o debate promovido pela TV Gazeta nesta quinta-feira (10), após uma cobrança feita por JHC (PSDB).

Gustavo Pontes, indicado para o cargo pelo presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), deputado estadual Marcelo Victor (MDB), é um dos principais investigados na Operação Estágio IV, da Polícia Federal. A apuração aponta um suposto esquema de desvio de recursos públicos que teria movimentado mais de R$ 100 milhões na Saúde de Alagoas.

Durante o debate, JHC perguntou se Renan Filho manteria o secretário em uma eventual nova administração. “Você tem o seu grupo político na Secretaria de Saúde? Um secretário que foi denunciado pela Polícia Federal por um desvio de R$ 100 milhões na saúde. [...] O senhor vai permanecer com esse secretário de Saúde?”, questionou.

Renan Filho respondeu que não tem compromisso com o o erro adimitindo assim, que seu maior aliado, Paulo Dantas (MDB), erra em manter o indicado de Marcelo Victor no cargo de secretário de Saúde.

A resposta marcou um distanciamento público entre Renan Filho e o seu próprio grupo político, já que o governador Paulo Dantas mantém Pontes no cargo e ele foi indicado por um dos principais aliados do grupo emedebista.

A operação


A Operação Estágio IV foi deflagrada pela Polícia Federal em dezembro de 2025 para investigar suspeitas de desvios na Saúde de Alagoas. Conforme as apurações, o suposto esquema teria provocado um rombo superior a R$ 100 milhões nos cofres públicos.

Durante o cumprimento das medidas judiciais, foram apreendidos aproximadamente R$ 800 mil em dinheiro, além de joias, moedas estrangeiras e uma arma. A investigação também identificou clínicas suspeitas, aquisições de imóveis de alto padrão e viagens internacionais.

Gustavo Pontes foi afastado do cargo por determinação judicial pelo prazo de 180 dias. Em fevereiro de 2026, entretanto, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu as medidas que o impediam de exercer a função e de acessar a Secretaria da Saúde.

A defesa sustentou que as investigações começaram sem autorização do tribunal competente, em razão do foro por prerrogativa de função do secretário. O ministro Antonio Saldanha Palheiro considerou, em análise preliminar, que havia indícios de irregularidade no início da apuração e autorizou o retorno de Pontes ao cargo.

As outras medidas cautelares, entre elas a proibição de contato com investigados e o comparecimento periódico à Justiça, foram mantidas. A decisão não encerrou a investigação nem representou uma absolvição do secretário.