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CASO BRASKEM

Estado renova aluguel de R$ 271 mil para escola afetada pelo afundamento do solo

Prédio provisório abriga alunos da Escola Estadual José Vitorino da Rocha, cuja sede foi comprometida pela instabilidade no Pinheiro

Por Redação com Francês News

O Governo de Alagoas renovou por mais 12 meses o aluguel do imóvel utilizado pela Escola Estadual José Vitorino da Rocha. O contrato, no valor de R$ 271.208,04, foi mantido porque a sede original da unidade foi comprometida pelo afundamento do solo no bairro do Pinheiro, em Maceió.

O extrato foi publicado no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (23). A contratação foi realizada por dispensa de licitação e será paga com recursos de impostos destinados à educação.

A José Vitorino da Rocha está entre as unidades públicas atingidas pelos efeitos do afundamento do solo associado à extração de sal-gema pela Braskem.

Com a sede comprometida, estudantes e profissionais precisaram ser transferidos para outro prédio. A renovação assegura a continuidade das atividades escolares durante mais um ano, mas também mostra que a solução provisória permanece necessária.

O valor global corresponde a aproximadamente R$ 22,6 mil por mês. O extrato não informa se a Braskem ressarce integralmente o Estado pelas despesas com o aluguel ou se existe acordo específico para a reconstrução ou transferência definitiva da escola.

Também não são apresentados prazos para entrega de uma nova sede própria.

O deslocamento de equipamentos públicos da região afetada produziu despesas com aluguéis, mudanças, adaptações e manutenção de unidades provisórias.

Além do impacto financeiro, a transferência pode alterar o deslocamento de estudantes, servidores e familiares. O novo contrato garante a permanência da escola no prédio alugado por mais 12 meses. A renovação não esclarece, entretanto, por quanto tempo o Estado pretende manter a estrutura provisória.