Geral
CAOS NA SAÚDE

Terceirizados da Saúde cruzam os braços por dois meses de salários atrasados em Alagoas

Francês News

Trabalhadores da Reluzir, empresa terceirizada contratada pela Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau), cruzaram os braços na manhã desta terça-feira (27) para protestar contra dois meses de salários atrasados. As manifestações ocorrem em frente ao Hospital da Mulher, no bairro do Poço, e à sede da secretaria, em Maceió.

A mobilização foi acompanhada no local pela reportagem do Francês News. Na sede da Sesau, manifestantes colocaram pneus na via e utilizaram um carro de som para cobrar o pagamento dos valores devidos.

Os funcionários atuam em serviços gerais nas unidades estaduais de saúde. Segundo os trabalhadores, os salários de setembro e outubro ainda não foram depositados e não existe uma previsão concreta para a regularização.

Trabalhadores relatam dificuldades para pagar despesas básicas

Representantes da categoria afirmam que a situação atinge mais de 2 mil funcionários distribuídos em unidades de saúde de todo o estado. Esse número, apresentado pelos trabalhadores durante o protesto, ainda depende de confirmação da empresa e da Sesau.

A folha salarial, conforme os relatos colhidos no local, costuma ser fechada no dia 20 de cada mês. Apesar disso, os terceirizados afirmam não ter recebido os vencimentos referentes a setembro e outubro.

Os manifestantes também relatam dificuldades para manter despesas básicas. Há casos, segundo a categoria, de trabalhadores que não conseguiram pagar o aluguel e receberam ordem de despejo.

Além da remuneração mensal, os funcionários cobram uma previsão para o pagamento dos demais valores pendentes. A categoria afirma que continuará mobilizada enquanto não houver uma resposta oficial sobre a regularização dos salários.

Paralisação pode ter atingido unidades de saúde

O Francês News recebeu informações de que os serviços gerais teriam sido paralisados em pelo menos quatro unidades de saúde estaduais durante a manhã. Até a última atualização desta matéria, entretanto, o número de unidades afetadas ainda não havia sido confirmado oficialmente.

Também não há, até o momento, informações sobre possíveis impactos no atendimento aos pacientes. Os funcionários da Reluzir são responsáveis por atividades de limpeza, higienização e apoio, consideradas essenciais para o funcionamento das unidades hospitalares.

A paralisação foi iniciada em pontos diferentes da capital. Parte dos trabalhadores permaneceu na entrada do Hospital da Mulher, enquanto outro grupo se deslocou para a frente da sede da Sesau, onde concentrou as cobranças ao Governo de Alagoas.

Empresa e Sesau precisam explicar atraso

A Reluzir deverá esclarecer o motivo do atraso, quantos funcionários foram afetados e quando os salários serão depositados. Já a Secretaria de Estado da Saúde precisa informar se os pagamentos do contrato com a terceirizada estão em dia e quais providências serão adotadas para evitar prejuízos aos serviços hospitalares.

O espaço permanece aberto para manifestação da Reluzir e da Sesau. A matéria será atualizada quando houver posicionamento oficial.