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ALAGOAS

MP amplia apuração sobre denúncia de violência atribuída a policiais militares em Alagoas

Francês News

O Ministério Público de Alagoas (MPAL) transformou em procedimento administrativo uma apuração sobre uma denúncia de suposta violência praticada por policiais militares. A mudança permite que o órgão continue realizando diligências e acompanhando as providências adotadas pela Polícia Militar.

A portaria foi publicada no Diário Oficial do MPAL desta quinta-feira (29) e é assinada pela promotora Karla Padilha Rebelo Marques, titular da 62ª Promotoria de Justiça da Capital.

A unidade é responsável pelo controle externo da atividade policial e pela tutela da segurança pública.

De acordo com o documento, a denúncia chegou ao conhecimento da promotoria por meio de uma publicação no Instagram. O ato não informa onde a suposta abordagem aconteceu, quem seria a vítima, quais policiais teriam participado ou se houve ferimentos.

Corregedoria da PM foi acionada

A promotoria enviou ofício ao corregedor-geral da Polícia Militar solicitando a abertura do procedimento correcional adequado para apurar os fatos.

O caso também foi encaminhado à 63ª Promotoria de Justiça da Capital, que poderá adotar providências dentro de suas atribuições.

A apuração começou como notícia de fato, instrumento utilizado para a avaliação inicial de uma denúncia. Como o prazo dessa etapa terminou antes da conclusão das diligências, o MP decidiu converter o processo em procedimento administrativo.

O Francês News já havia mostrado que o Ministério Público acompanhava uma denúncia de violência atribuída a policiais militares. A nova publicação confirma a continuidade formal da apuração e registra a divulgação do episódio nas redes sociais.

Investigação ainda não aponta responsáveis

A instauração do procedimento não comprova que houve violência nem representa acusação formal contra policiais específicos.

A promotoria deverá analisar as informações reunidas pela Corregedoria da PM, verificar o contexto da abordagem e decidir se existem elementos para outras providências administrativas ou criminais.

O documento também não informa se o vídeo ou a publicação original foi preservado, se testemunhas foram identificadas ou se a suposta vítima já prestou depoimento.

O espaço permanece aberto para manifestação da Polícia Militar e da Corregedoria-Geral da corporação.