Praia da Avenida passa a ser própria para banho após Renasce Salgadinho
Boletim do IMA mostra que os dois pontos monitorados na região estão próprios para banho; antes da intervenção, os mesmos trechos registravam condição imprópria
Assessoria
Uma realidade que por anos marcou a Praia da Avenida começa a mudar. O mais recente relatório de balneabilidade do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA), REAB nº 35/2026, aponta que os dois pontos monitorados na Praia da Avenida estão próprios para banho. A coleta foi realizada em 1º de setembro e classificou como “Própria” tanto o trecho da Avenida da Paz, em frente ao Posto Shell, quanto o ponto da Avenida Assis Chateaubriand, na interseção com a Rua Barão de Anadia.
O resultado representa uma mudança em relação ao período anterior às principais intervenções do Renasce Salgadinho, programa executado durante a gestão do então prefeito JHC. Em boletim do próprio IMA de maio de 2023, os dois pontos da Praia da Avenida eram classificados como impróprios para banho. Em agosto de 2024, a situação permanecia a mesma: os dois trechos novamente foram considerados impróprios pelo órgão ambiental.
A transformação está diretamente relacionada ao objetivo central do Renasce Salgadinho: enfrentar a histórica poluição provocada pelo lançamento de águas servidas e cargas de poluentes que chegavam à Praia da Avenida por meio do sistema do Riacho Salgadinho e seus afluentes. No local foi realizada uma grande revitalização urbana e instaladas barreiras de contenção e estações elevatórias para desviar o esgoto em tempo seco. O Ministério Público Federal, ao acompanhar o projeto, registrou que a intervenção foi planejada justamente para dar destinação adequada às águas servidas e reduzir a carga de poluentes que contaminava a praia.
Entregue em 2026 após cerca de cinco anos de intervenções, o projeto incluiu obras de saneamento, recuperação ambiental e reurbanização do entorno do Riacho Salgadinho e da Praia da Avenida. A Prefeitura de Maceió informou que a intervenção buscou impedir o lançamento de poluentes no mar e recuperar uma área historicamente afetada pela degradação ambiental.
No boletim mais recente, o IMA também reforça que a classificação de balneabilidade segue os critérios da Resolução CONAMA nº 274/2000, considerando, entre outros parâmetros, a presença de Escherichia coli nas amostras coletadas.