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Influenciador que criticou Paulo Dantas é preso em Arapiraca por suspeita de extorsão

Rony Class foi detido após pedido do Ministério Público; Governo de Alagoas nega perseguição política e afirma que prisão tem base estritamente técnica.

Por Redação

O influenciador digital Rony Class foi preso pela polícia na última quarta-feira (27), na cidade de Arapiraca. A prisão aconteceu durante uma operação que apura uma suposta tentativa de extorsão contra o governador de Alagoas, Paulo Dantas (MDB). De acordo com a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-AL), a investigação avançou após um pedido de prisão preventiva feito pelo Ministério Público Estadual (MPAL). Como o processo corre em segredo de Justiça, os detalhes das provas ainda não foram abertos ao público.

Rony foi abordado pelas autoridades enquanto dirigia um carro em Arapiraca e, logo depois, foi levado para a Central de Polícia do município. O influenciador tinha ganhado bastante projeção na política local neste mês de maio, após postar vídeos nas redes sociais com duras críticas ao governador. Morador de Batalha — cidade natal de Paulo Dantas —, Rony já havia relatado na internet que tinha sido alvo de uma operação anterior para apreender seus aparelhos eletrônicos.

Nas gravações publicadas antes de ser preso, o influenciador questionou o interesse da polícia em suas coisas e afirmou que guardava conversas e materiais "sigilosos" longe de suas mãos, ironizando que "não havia nascido ontem". Ele também garantiu que tinha mensagens trocadas com o próprio governador e negou qualquer tentativa de extorsão, embora tenha feito acusações pessoais contra o chefe do Executivo sem apresentar provas.

Por conta da grande repercussão do caso e de cobranças na internet, a Secretaria de Estado da Comunicação (Secom) soltou uma nota oficial negando que a prisão seja um ato de censura ou perseguição política. O governo estadual garantiu que a decisão foi estritamente técnica e tomada pelo Poder Judiciário para proteger as investigações e a ordem pública. A nota reforça que a medida se deve apenas a indícios do crime de extorsão e que a gestão mantém total respeito à liberdade de expressão e ao debate democrático.