Autonomia e dignidade para as mulheres marcam a trajetória de JHC e Marina JHC
Creche em tempo integral, crédito para empreender e saúde no posto do bairro mudaram a rotina de milhares de mães e mulheres maceioenses
Assessoria
Mulher que não tem onde deixar o filho não consegue trabalhar. Mulher que não tem dinheiro do próprio bolso não decide a própria vida e por vezes vira dependente financeira e psicológica de seus companheiros. Mulher que não tem atendimento perto de casa adia o exame até virar problema grave.
É em problemas tão complexos quanto evidentes nas rotinas de milhares de maceioenses que foram construídas as políticas públicas executadas por JHC e Marina JHC ao longo de anos de trabalho na capital alagoana.
Genitores de uma família, o casal, que hoje concorre ao governo e ao senado, respectivamente, pensaram de forma simples o que pode mudar a rotina das mães de diferentes bairros de Maceió: As creches.
Em 2020, a rede municipal tinha cerca de 9 mil vagas na Educação Infantil. Hoje são em torno de 21 mil, segundo a Prefeitura.
São os Gigantinhos: creches novas, climatizadas, várias delas em tempo integral e com ensino bilíngue. Vaga em tempo integral não é só escola para a criança. É o turno que a mãe ganha de volta para trabalhar, estudar ou tocar o próprio negócio.
Negócio próprio, aliás, é a segunda frente de trabalho idealizada por JHC com o apoio de Marina. O Banco da Mulher Empreendedora, idealizado por Marina Candia, dá crédito para mulher que quer abrir ou crescer um negócio e nunca teve porta aberta em banco. Só em 2025 foram 1.500 mulheres atendidas.
O edital deste ano previa alcançar mais 2 mil. Quem trabalha com violência doméstica sabe o que isso significa: mulher sem dinheiro próprio é mulher que volta para a casa do agressor porque não tem para onde ir. Renda própria é proteção.
Na saúde, a mudança chegou ao posto do bairro. A Prefeitura passou a oferecer a colocação de DIU em 13 Unidades Básicas de Saúde e de implante contraceptivo em 16 — de graça, perto de casa. Isso quer dizer que a mulher da periferia decide se e quando vai ter filho, sem depender de consultório particular. O Hospital da Cidade ganhou consultório especializado para gestante de alto risco. E o Saúde da Gente já soma mais de 470 mil atendimentos ao público feminino.
Há ainda o Auxílio-Aluguel Maria da Penha, para mulher que precisa sair de casa com urgência; o Emprega Mulher; e o Maceió Sem Assédio, que leva cabines de acolhimento aos grandes eventos da cidade e capacita ambulantes da orla e motoristas de ônibus. Foi essa gestão, também, que criou a primeira secretaria voltada às mulheres na história de Maceió.
Marina chegou a Maceió em 2020 e foi em terras alagoanas que teve seus dois filhos, Maria Helena e José Henrique. Sem nunca ter disputado uma eleição, foi na rua, ouvindo mulher por mulher, que os programas foram desenhados. O trabalho diário e de proximidade com as pessoas incomodou fez com que seu nome crescesse de forma significativa para que ela se apresentasse como uma representante de tantos rostos femininos alagoanos no Senado Federal.
"Vivo em Maceió, tenho dois filhos alagoanos e, como primeira-dama de Maceió, me dediquei a programas que transformaram a vida das pessoas", disse Marina à imprensa em entrevista recente.
O crescimento incomodou. Na semana passada, o secretário de Agricultura do governo do estado, Marcelo Melo, aliado da família Calheiros, debochou em comício do conhecimento de Marina sobre Alagoas: "Se soltar ela em Arapiraca e disser 'vai para Santana', ela não sabe onde é... porque ela é de Goiás". Errou até o estado onde ela nasceu — Marina é do Mato Grosso. A resposta veio curta: "Vivo em Maceió, tenho dois filhos alagoanos e, como primeira-dama de Maceió, me dediquei a programas que transformaram a vida das pessoas”.