Política
acabou!

Urnas de 2026 impõem derrota histórica ao clã Calheiros em Alagoas e Pernambuco

Derrotas de Renan Filho na disputa pelo governo alagoano e de Renan Calheiros na corrida ao Senado, somadas à suplência de Renildo em Pernambuco, marcam o declínio de uma das dinastias mais longevas do Nordeste

Por Redação

O resultado das Eleições de 2026 desenhou uma mudança profunda no mapa político do Nordeste com o enfraquecimento das urnas sobre a família Calheiros. Pela primeira vez em décadas, o grupo político amargou reveses sucessivos tanto em sua base histórica, Alagoas, quanto no estado vizinho de Pernambuco, consolidando um forte sinal de rejeição popular nas urnas.

Em Alagoas, a disputa pelo Palácio República dos Palmares terminou com a derrota de Renan Filho. O ex-governador e ex-ministro disputou o governo do estado, mas acabou superado por JHC (PSDB), que se consolidou como a principal força política alagoana ao vencer a disputa majoritária ao Governo do Estado.

A crise da dinastia na capital alagoana se estendeu à disputa pelo Senado Federal, onde o senador Renan Calheiros tentava a reeleição. Conhecido por sua influência histórica em Brasília e no cenário local, o emedebista não conseguiu garantir uma das duas vagas em jogo, ficando atrás da dobradinha vitoriosa formada por Arthur Lira (PP) e Marina JHC (PSDB), que asseguraram as cadeiras do estado na Alta Casa.

O cenário desfavorável ao grupo familiar ultrapassou as fronteiras de Alagoas e atingiu Pernambuco. Irmão de Renan e ex-prefeito de Olinda, Renildo Calheiros (PCdoB) tentou renovar o mandato de deputado federal, mas não obteve votos suficientes para figurar entre os eleitos diretos. Dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que Renildo obteve 74.296 votos, terminando a disputa na condição de suplente pelo seu partido.

A sequência de derrotas de pai, filho e irmão nas urnas de 2026 encerra um ciclo de hegemonia direta dos Calheiros no Executivo e no Legislativo, sinalizando que o eleitorado alagoano e pernambucano optou de forma clara pela renovação e pela ascensão de novas lideranças regionais.