Reajuste dos servidores da ALE chega ao segundo turno sem percentual divulgado
Projeto prevê efeitos financeiros a partir de novembro, mas Assembleia ainda não informou quanto a medida custará aos cofres públicos
Por Redação com Francês News
O projeto que reajusta salários, aposentadorias e pensões pagos pela Assembleia Legislativa de Alagoas foi incluído para discussão em segundo turno. Mesmo na fase final de votação, o percentual de correção e o impacto sobre a folha do Legislativo continuam sem divulgação.
O Projeto de Lei nº 2.156/2026 é de autoria da Mesa Diretora e prevê uma revisão dos subsídios e vencimentos do quadro de pessoal da Assembleia.
A proposta já havia recebido parecer favorável das comissões internas. Agora, passou a integrar a pauta do plenário em segundo turno.
Novos valores devem valer a partir de novembro
Conforme o parecer divulgado anteriormente, o reajuste terá como referência as remunerações pagas em outubro e produzirá efeitos a partir de 1º de novembro de 2026.
A medida alcança:
servidores ativos;
aposentados;
pensionistas vinculados ao Poder Legislativo.
Os documentos publicados até agora, entretanto, não apresentam as novas tabelas salariais nem o índice utilizado para a revisão.
A Assembleia também não informou quantos servidores serão alcançados, quanto a folha aumentará por mês nem o impacto previsto para os próximos exercícios.
Movimentação ocorre após centenas de atos de pessoal
O reajuste avança no mesmo período em que a Assembleia promove uma extensa movimentação em seu quadro comissionado.
Com a edição desta quarta-feira (28), o levantamento do Francês News chegou a 198 nomeações e 139 exonerações em seis publicações analisadas. A nova rodada acrescentou 79 atos de pessoal.
Sem a divulgação das tabelas remuneratórias e do número de beneficiários, não é possível calcular o efeito conjunto do reajuste e da movimentação dos comissionados sobre as despesas da ALE.
A ordem do dia informa apenas que as comissões de Constituição e Justiça, Orçamento e Administração recomendaram a aprovação. O relator foi o deputado Ricardo Nezinho.
A inclusão na pauta não significa, por si só, que o reajuste já esteja valendo. O projeto precisa ser aprovado definitivamente e cumprir as demais etapas legislativas.