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PODER PÚBLICO

MP investiga uso de publicidade oficial para promover prefeito em Alagoas

Procedimento apura origem dos recursos, contratação de painéis digitais e participação da Prefeitura de Rio Largo na elaboração das peças

Por Redação com Francês News

O Ministério Público de Alagoas (MPAL) abriu uma investigação para apurar a possível utilização de publicidade institucional da Prefeitura de Rio Largo para promover pessoalmente o prefeito Pedro Carlos da Silva Neto, conhecido como Carlos Gonçalves (PP).

A abertura do procedimento preparatório foi publicada no Diário Oficial do MPAL desta quinta-feira (29). A apuração está sob responsabilidade da 2ª Promotoria de Justiça de Rio Largo.

Segundo a portaria, o MP recebeu informações sobre a exibição de conteúdo institucional em equipamentos de outdoor digital. A suspeita é de que as peças possam ter utilizado recursos, nomes, símbolos ou imagens da administração municipal para beneficiar a imagem do chefe do Executivo.

A abertura da investigação não significa que a irregularidade tenha sido comprovada.

MP quer saber quem pagou pela publicidade

A promotoria pretende identificar a origem dos recursos utilizados na instalação, contratação, manutenção e veiculação do conteúdo.

O procedimento também deverá apurar:

  • qual empresa é proprietária dos equipamentos;

  • quem contratou os painéis;

  • quanto foi gasto;

  • de onde saiu o dinheiro;

  • quem elaborou e aprovou as peças;

  • qual foi a participação da administração municipal.

A empresa responsável pelos equipamentos deverá ser oficiada para fornecer informações. A Prefeitura de Rio Largo também será formalmente questionada.

O documento não descreve o conteúdo exibido, não informa quantos equipamentos foram instalados e não apresenta o valor eventualmente pago.

Constituição proíbe promoção pessoal

A Constituição determina que campanhas, obras, serviços e atos divulgados pelo poder público tenham caráter educativo, informativo ou de orientação social.

A publicidade institucional não pode conter nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores.

Caso a apuração confirme o uso da estrutura pública em benefício particular, o MP poderá expedir recomendação, propor um acordo ou adotar medidas judiciais. A definição dependerá das provas reunidas.